O ensino de programação em cursos profissionalizantes enfrenta um desafio pedagógico estrutural: a distância entre o conteúdo ensinado e o mundo real para o qual os alunos se preparam torna o aprendizado árido e alimenta altos índices de evasão. Este artigo investiga de que forma a abordagem STEAM — que integra Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — e os princípios da cultura maker podem transformar o ensino de linguagens de programação em cursos profissionalizantes, tornando-o mais significativo, engajador e eficaz.

O estudo parte do relato reflexivo de experiência docente do autor como Professor de Tecnologia e Cálculo Técnico na Via Certa Franquias, em Jales/SP, no período de outubro de 2023 a janeiro de 2026, onde ministrou aulas de Python, Java, C#, HTML5, CSS3 e SQL Server para adolescentes e adultos jovens. A metodologia é qualitativa e exploratória, combinando revisão bibliográfica com relato de experiência docente. O referencial teórico articula Yakman (2008), Papert (1980), Resnick (2017), Ausubel (1978), Tardif (2014) e as diretrizes normativas da LDB e da Resolução CNE/CP nº 1/2021.

Os resultados indicam que a contextualização dos projetos nos interesses dos alunos, a estruturação em camadas progressivas e a integração da preparação profissional — via GitHub e LinkedIn — ao cotidiano das aulas produzem ganhos observáveis em engajamento, qualidade técnica e motivação. Conclui-se que o problemático central do ensino de programação para jovens não é de conteúdo, mas de sentido — e que a abordagem STEAM, aplicada com intencionalidade pedagógica, é o mecanismo que converte conteúdo técnico em experiência significativa.

Publicado na International Integralize Scientific

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