A educação tecnológica brasileira enfrenta uma lacuna estrutural: ensina-se a usar a tecnologia, mas raramente se ensina como se proteger ao usá-la. Este artigo investiga de que forma a formação especializada em cibersegurança transforma a prática pedagógica de um professor de informática em dois contextos distintos: o ensino fundamental, focado na construção de higiene digital em crianças e adolescentes; e os cursos profissionalizantes, focados no desenvolvimento de sistemas com segurança integrada desde a concepção — o princípio do Security by Design.

O estudo parte da experiência docente do autor como professor de Informática e Robótica no Colégio XV de Abril, em Jales, SP, desde janeiro de 2025, e como professor de Tecnologia e Cálculo Técnico na Via Certa Franquias, entre outubro de 2023 e janeiro de 2026, fundamentada em pós-graduação em Cybercrime e Cybersecurity (UniBF, 2024) e em trabalho de conclusão de curso sobre ataques DDoS (FATEC Jales, 2024). A metodologia é qualitativa e exploratória, combinando revisão bibliográfica com relato reflexivo de experiência docente. O referencial teórico articula Anderson (2020), McGraw (2006), Stallings e Brown (2018), Tardif (2014) e os marcos normativos da BNCC (BRASIL, 2018), LGPD (BRASIL, 2018b) e Marco Civil da Internet (BRASIL, 2014).

Os resultados indicam que a cibersegurança pode ser integrada transversalmente ao ensino de informática sem extensão curricular, transformando aulas de Office em oportunidades de higiene digital e aulas de programação em laboratórios de desenvolvimento seguro. Conclui-se que o professor com formação em cibersegurança ocupa posição privilegiada para formar cidadãos digitais conscientes e profissionais tecnicamente responsáveis.

Publicado na International Integralize Scientific

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