A crescente disseminação de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa — como ChatGPT e Gemini — criou novas possibilidades para o trabalho docente, mas também desafios que a formação pedagógica tradicional ainda não contempla de forma sistemática. Este artigo investiga de que forma a IA generativa pode funcionar como ferramenta de apoio à prática docente no ensino de Informática e Robótica no ensino fundamental, a partir do relato reflexivo de experiência do autor como professor da disciplina no Colégio XV de Abril, em Jales, São Paulo, desde janeiro de 2025.
A disciplina abrange o ensino do pacote Office (Word, Excel, PowerPoint), introdução à programação com Scratch e robótica educacional com o microcontrolador micro:bit. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, combinando revisão bibliográfica com relato de experiência docente. O referencial teórico ancora-se em Tardif (2014), Mishra e Koehler (2006), Russell e Norvig (2020), Selwyn (2019) e nas diretrizes da UNESCO (2021) e da BNCC (BRASIL, 2018).
Os resultados indicam que a IA generativa contribui de forma significativa para o planejamento pedagógico, a criação de materiais diferenciados e a elaboração de rubricas avaliativas, sem substituir os saberes experienciais do professor. Conclui-se que o uso responsável e produtivo da IA generativa na prática docente depende de formação crítica e intencionalidade pedagógica, e que a disciplina Informática e Robótica ocupa posição singular para liderar essa integração no contexto do ensino básico brasileiro.