Ensinar a crianças com TDAH e Transtorno do Espectro Autista (TEA) sempre foi, para a maioria dos professores, um território de incertezas. As metodologias convencionais, pensadas para o aluno hipotético que senta quieto e escuta, raramente contemplam a diversidade neurológica que de fato existe nas salas de aula brasileiras. Este artigo nasce justamente dessa fricção entre o que o currículo propõe e o que a realidade impõe, sendo fundamentado na prática docente do autor no Colégio XV de Abril, em Jales, São Paulo, onde a robótica educacional com o micro:bit tem sido utilizada como ferramenta pedagógica nas aulas de Informática e Robótica desde janeiro de 2025.

O objetivo central é investigar de que forma o uso da robótica educacional — especificamente com o microcontrolador micro:bit — pode contribuir para o estímulo cognitivo, o engajamento e a inclusão de estudantes diagnosticados com TDAH e TEA no ensino fundamental. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, articulando revisão bibliográfica com relato reflexivo de experiência docente. O referencial teórico ancora-se em autores como Papert (1980), Prensky (2001), Rodrigues (2011) e nos marcos regulatórios da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008) e da BNCC (BRASIL, 2018).

Os resultados indicam que o caráter concreto, visual e interativo da programação em blocos combinada ao micro:bit favorece a concentração, a autorregulação comportamental e a participação ativa de alunos com perfis neurodiversos, representando um caminho acessível e promissor para a inclusão tecnológica no ensino básico.

Publicado na International Integralize Scientific

Ler Artigo Completo